Em adição ao já mencionado na Missão e Visão do Departamento, a chapa tem os seguintes valores que julga importante enaltecer:

Ética

O código de ética da USP destaca que a Ética universitária compreende o “direito à pesquisa, o pluralismo, a tolerância, a autonomia em relação aos poderes políticos, bem como o dever de promover os princípios de liberdade, justiça, dignidade humana e solidariedade”. Esta diretriz fundamenta a importância de construir um ambiente de trabalho no Departamento e na FEA que seja propício para alcançar estes princípios. Destaca-se assim a importância de uma participação efetiva no Comitê de Ética em Pesquisa da FEA, valorização da discussão da ética em disciplinas de graduação e pós-graduação, promoção de relações positivas entre docentes, discentes e funcionários, dentre outras inúmeras ações que podem ser construídas coletivamente.

Inclusão e diversidade

Tanto a Universidade de São Paulo, como o processo de acreditação na AACSB colocam aspectos de Inclusão e Diversidade nas suas diretrizes básicas. A USP fomentou um processo de inclusão e a diversidade ao iniciar o processo de reserva de vagas na Universidade para alunos de Escola Pública (EP) e autodeclarados PPI (Pretos, Pardos e Indígenas). Esta importante iniciativa, secundada pela adoção na FEA de cotas EP e PPI com o fator adicional da renda, transformou o perfil discente da graduação. Cabe ao Departamento estar atento para estas mudanças e promover mudanças semelhantes no contexto do corpo Docente e Discente da Pós-Graduação. A AACSB destaca a importância de valores de Diversidade e Inclusão, apresentando estratégias e melhores práticas para tornar o ambiente mais diverso e inclusivo (corpo docente, discente e funcionários). Neste esforço terá papel central a Comissão de Inclusão do EAD, responsável por liderar a discussão sobre o tema e propor ações efetivas que tenham o poder de transformar o EAD. Além disso, compreendemos que é importante suportar e valorizar atividades de permanência em diversos níveis da graduação (Bolsas PEEG, PUB, Iniciação Científica, AMEFEA) e pós-graduação (Projetos financiados na FAPESP, CNPq, etc). 

Justiça organizacional 

Um aspecto importante na relação entre indivíduos e organizações é a compreensão de que as ações são conduzidas com justiça. Defende-se que haja justiça organizacional no Departamento, pois entende-se que este é um elemento essencial para fomentar relações de confiança, colaboração e engajamento. A justiça organizacional desdobra-se nas dimensões distributiva, processual e relacional. Para cada um destes aspectos podemos refletir sobre a atuação do Departamento e possíveis  desdobramentos.

 

Um aspecto muito importante da vida universitária é o acompanhamento do impacto das ações realizadas. Neste sentido o EAD foi pioneiro na implantação de um sistema de acompanhamento e valorização do trabalho dos docentes – SPD - Sistema de Pontuação Docente. O SPD possivelmente é o principal instrumento do Departamento para justiça distributiva. Em função do desempenho docente o SPD distribui valor reputacional ao professor e ainda valores tangíveis em forma de benefícios. Esta iniciativa e o formato da pontuação encontra-se em revisão, haja vista inúmeras mudanças que estão em curso e que estão alterando o foco dos objetivos centrais da Universidade e do Departamento. Destaca-se a criação do processo de Progressão Horizontal de Carreira, o Projeto Acadêmico e a proposta de Estatuto de Conformidade de Condutas da USP que está em discussão na Universidade. Além disso, no âmbito da Capes temos mudanças que apontam para novos formatos de avaliações dos Programas de Pós-Graduação, com ênfase no impacto social. Por fim, a entrada do EAD e da FEA no processo de Acreditação AACSB salientará a necessidade de transformar indicadores. Cada um destes aspectos trará importantes alterações naquilo que é valorizado na carreira docente. A discussão sobre como a gestão do Departamento deve ser feita levando em consideração estes aspectos em transformação é fundamental para que as atividades dos docentes, o acompanhamento e as premiações estejam alinhadas com a Reitoria, AACSB, Capes, dentre outros públicos de interesse.

Além disso, entendemos que o mérito deve ser valorizado e reconhecido, mas não calculado por variáveis iguais e absolutas a todos os docentes e sem considerar as diferenças de condições nas quais estes produziram tais resultados. Para uma melhor justiça distributiva é recomendável ponderar as condições enfrentadas pelos professores. Aqueles em estágios iniciais de carreira enfrentam condições mais difíceis para o alcance dos mesmos resultados que os que em estágios mais avançados e isto deve ser considerado no cálculo do mérito e consequentemente da distribuição. A propósito, última avaliação horizontal da USP já denotou que se espera de professores em estágio mais avançado da carreira resultados também mais avançados que os menos avançados na carreira. É, sem dúvida, uma boa referência para aprimorar o SPD. Adicionalmente, também é importante revisitar o escopo de tempo do SPD, haja vista que o Projeto Acadêmico, a Progressão de Carreira, avaliações Qualis/Capes, dentre outras, adotam periodicidade entre 4 e 6 anos.

A justiça processual depende de sistema eficientes, justiça tardia é injustiça, e transparentes, a justiça aberta. Neste sentido, para o SPD, é importante que a coleta e processamento de dados sejam um sistema eficiente, que não consuma recursos em demasia. Além disso, suas normas precisam ser claras assim como deve haver publicidade das informações dos professores que produziram suas pontuações. A propósito, a publicidade das realizações de professores já é um conceito de nossa comunidade científica, a exemplo do que é a Plataforma Lattes. Na dimensão relacional, todos devem ser tratados respeitosamente, independentemente de suas posições e sem pré-julgamentos.